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Síndrome Dolorosa Miofascial

A síndrome dolorosa miofascial é uma dor muscular causada por pontos-gatilho, nódulos sensíveis no músculo que doem ao ser pressionados e podem irradiar a dor para outras regiões, como a cabeça, o ombro ou o braço. Está ligada a sobrecarga, posturas mantidas, movimentos repetitivos e estresse. O tratamento combina técnicas para desativar os pontos, exercícios e correção dos fatores que mantêm a dor, com resposta que varia em cada caso.

Síndrome Dolorosa Miofascial

A dor miofascial , chamada também de síndrome miofascial , é uma dor muscular que se manifesta quando um ponto específico do corpo é pressionado, ponto este conhecido como ponto gatilho. Esse ponto corresponde a uma nodulação presente nos músculos, que ao ser pressionada pode levar a dor irradiada tanto localmente como em outras partes do corpo.

Os pontos-gatilho miofasciais são divididos em ativos e latentes. Os ativos são aqueles que a dor existe independente da movimentação ou palpação dos mesmos. Já os latentes são aqueles que são dolorosos apenas à palpação. A formação dos pontos gatilhos está associada a vários fatores como por exemplo o estresse, a ansiedade, o uso excessivo de um determinado músculo ou atividades repetidas e contínuas que são comuns nas longas jornadas de trabalho e estão presentes até na fibromialgia.

ortopedia-brasilia-imovbsb- Sindrome dolorosa miofascial 2

O diagnóstico é feito através de uma anamnese completa associada ao exame físico detalhado, e contando também com palpação de diferentes sistemas corporais. Saber sobre os hábitos de vida, sono, humor, postura, tarefas do dia a dia , alimentação, uso de medicações contínuas, são essenciais para o diagnóstico.
O tratamento da síndrome miofascial é amplo, hoje contamos com diversas técnicas para desativar os pontos gatilhos, visando a correção de fatores desencadeantes e perpetuantes da dor. Temos como exemplos de terapias a acupuntura , psicoterapia , fisioterapia, yoga, entre outras. Também pode ser realizado o agulhamento seco guiado por ultrassonografia realizado pelo médico capacitado e terapia por ondas de choque. O tratamento medicamentoso pode ser instituído principalmente naqueles pacientes com dor a mais de 3 meses.

Onde a dor aparece e para onde irradia

Uma característica da síndrome é a dor referida: o ponto gatilho fica em um músculo, mas a pessoa sente a dor em outro lugar. Isso explica por que muitos pacientes procuram ajuda por dor de cabeça, no ombro ou na lombar sem perceber que a origem é muscular.

Trapézio (parte de cima dos ombros)

costuma irradiar para a nuca, a lateral da cabeça e a região das têmporas.

Músculos do pescoço

podem contribuir para a dor de cabeça cervicogênica.

Músculos do ombro e da escápula

podem gerar dor que desce pelo braço.

Músculos lombares e glúteos

podem irradiar para o quadril e a coxa.

Além da dor, o músculo afetado pode ficar encurtado, com menos força e amplitude de movimento.

Diferença para a fibromialgia

Síndrome dolorosa miofascial ou fibromialgia

As duas condições causam dor muscular, mas se comportam de forma diferente. Na síndrome miofascial, a dor costuma ser localizada ou regional, ligada a músculos específicos e a pontos que reproduzem a queixa quando pressionados.

Na fibromialgia, a dor é difusa, espalhada pelo corpo, e costuma vir acompanhada de cansaço, sono ruim e outros sintomas. As duas podem existir ao mesmo tempo, e tratar os pontos-gatilho pode aliviar parte da dor crônica de quem tem fibromialgia.

Cuidados no dia a dia

Como os pontos-gatilho tendem a voltar quando a causa continua presente, parte do tratamento acontece fora do consultório:

  • fazer pausas curtas para se movimentar durante o trabalho sentado;
  • ajustar o posto de trabalho, como explicado no texto sobre ergonomia no escritório;
  • manter alongamentos e exercícios de fortalecimento orientados;
  • cuidar do sono e do estresse, que aumentam a tensão muscular;
  • aplicar calor local, que pode aliviar a dor em alguns casos.

A fisioterapia e a terapia por ondas de choque estão entre as opções usadas para desativar os pontos. Dor com febre, perda de peso, fraqueza progressiva ou formigamento persistente deve ser investigada, porque pode ter outra origem.

Perguntas sobre síndrome dolorosa miofascial

A síndrome dolorosa miofascial aparece em exames de imagem?

Em geral, não. O diagnóstico é clínico, feito pela história e pela palpação dos músculos, que identifica os pontos-gatilho. Exames de imagem podem ser pedidos para descartar outras causas de dor, como problemas na coluna ou nas articulações.

Massagem consegue resolver o ponto gatilho de vez?

Pode aliviar, mas raramente resolve sozinha. A pressão sobre o ponto e as técnicas manuais reduzem a tensão por um tempo, porém a dor tende a voltar se a postura, a sobrecarga e o estresse não forem corrigidos. Por isso, a massagem costuma fazer parte de um plano maior.

O que é agulhamento seco e ele dói?

É uma técnica em que uma agulha fina, sem medicamento, é inserida no ponto gatilho para desativá-lo. Pode causar uma contração rápida do músculo e um desconforto passageiro, além de dor local por um ou dois dias. Deve ser feito por profissional capacitado.

Dor muscular que não passa pode ser miofascial?

Pode ser, principalmente quando a dor é localizada, piora com determinadas posturas e melhora com a pressão ou o alongamento do músculo. Ainda assim, dor que persiste por semanas merece avaliação médica para confirmar a causa e descartar outras condições.

Síndrome dolorosa miofascial: quando procurar avaliação

Cada caso precisa de avaliação individual. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre síndrome dolorosa miofascial, a equipe do iMOV, em Brasília, pode examinar o seu caso e indicar o tratamento adequado. Veja também o corpo clínico e agende pela página de agendamento ou pelo WhatsApp.

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