Tendinopatia do manguito rotador do ombro: O que é e qual seu tratamento?

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O manguito rotador é composto por quatro tendões.

O manguito rotador do ombro é um conjunto de 4 tendões, sendo eles o supraespinhal, o infraespinhal, o subescapular e o redondo menor, que envolvem a cabeça do úmero, estabilizando-a contra a glenóide contribuindo para a estabilidade dinâmica do ombro.

 

Função de estabilização e de movimentação dos ombros.

Esses tendões estabilizam contra a cabeça umeral contra a glenóide, contribuindo para a estabilidade dinâmica do ombro.

Desempenham também o papel de auxiliar o deltóide na elevação do membro superior, além de terem importância central nos movimentos de rotação interna e externa do ombro.

Esses movimentos são essenciais tanto para atividades corriqueiras do dia a dia, como lavar os cabelos, pendurar cabides no armário, quanto para as mais diversas modalidades esportivas que envolvam os membros superiores (ex. musculação, vôlei, tênis, natação, etc.).

 

A tendinopatia do manguito rotador costuma se desenvolver ao longo de meses ou anos.

Na maioria das vezes os tendões sofrem um processo degenerativo de suas fibras, chamado de tendinopatia, o que causa uma situação de fragilidade e alteração de sua capacidade de suportar tensão mecânica.

Essa situação pode evoluir para rupturas parciais ou totais, levando ao agravamento dos sintomas de dor e restrição da capacidade de utilizar o membro nas tarefas diárias.

Em alguns casos a lesão pode ser decorrente de um trauma mais intenso, mas, mesmo nestes, algum grau de tendinopatia deve ser esperado, na maioria das vezes.

 

Os principais fatores que levam às lesões podem ser intrínsecos ou extrínsecos.

As causas que podem levar uma pessoa a desenvolver uma patologia do manguito rotador são várias e, na maioria das vezes, não se consegue estabelecer uma razão apenas que a justifique.

Como fatores de risco para as alterações deste grupo tendinoso temos:

  • Extrínsecos: alterações anatômicas, disfunções do padrão de mobilidade, má postura.
  • Intrínsecos: idade, qualidade das fibras de colágeno dos tendões, diminuição da irrigação pelos vasos sanguíneos, sobrecarga mecânica aos tendões.

 

O diagnóstico acertado depende de uma entrevista detalhada e um exame completo do ombro.

 A queixa de dor localizada na parte da frente ou lateral do ombro e que se estende ao longo braço, com piora durante a madrugada.

A intensidade da dor e da limitação da força para a elevação do braço tendem a ser maiores.

Testes especiais são realizados durante o exame físico, no consultório, auxiliando na determinação da mais provável causa da dor e da disfunção.

Exames complementares, como a ressonância magnética, podem ser utilizados para corroborar com o raciocínio diagnóstico.

 

O tratamento deve ser individualizado de acordo com tipo de lesão e com a realidade de cada pessoa.

O tratamento é prescrito considerando-se o tipo, tamanho, localização e repercussão da lesão para a realidade de cada pessoa, podendo ser realizado com o uso de medicamentos orais, infiltrações articulares, reabilitação fisioterápica ou cirurgia para reparo da estrutura lesionada.

É importante que a avaliação e o tratamento sejam feitos por um ortopedista habituado a lidar com as diversas condições que podem afetar a complexa anatomia da articulação do ombro.

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