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Sobrepeso e obesidade: principais perguntas e respostas

Sobrepeso e obesidade: principais perguntas e respostas

Excesso de peso é uma problema de saúde importante??

O sobrepeso e a obesidade são condições médicas cada vez mais comuns. Dados do Ministério da Saúde mostram que 50% dos homens e 48% das mulheres se encontram com excesso de peso, sendo que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentam obesidade.

 

Qual a diferença entre sobrepeso e obesidade?

A definição de sobrepeso e obesidade é baseada no índice de massa corpórea (IMC).

IMC normal: 18,5-24,9

Sobrepeso: IMC entre 25 e 30

Obesidade: IMC ≥  30

 

Quais os males que o sobrepeso e a obesidade podem me causar?

Diversas doenças estão associadas ao sobrepeso a obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, problemas articulares (como artrose e gota),  alguns tipos de câncer (câncer de endométrio, vesícula biliar, mama, cólon, rim), sem contar os problemas psicossociais como baixa auto-estima, isolamento social e depressão.

 

Quais as bases do tratamento do sobrepeso/obesidade?

Todos os programas de tratamento do excesso de peso requerem mudanças nos hábitos alimentares, aumento de atividade física e mudanças comportamentais. Estes três fatores certamente são a base do tratamento e devem estar presentes em qualquer programa de emagrecimento.

 

Quando os medicamentos para o tratamento do sobrepeso/obesidade podem ser utilizados?

Os medicamentos para tratamento do excesso de peso podem ser indicados em 2 situações: em pacientes com IMC ≥ 30 e nos pacientes com IMC entre 27 e 30 que tenham concomitantemente algum outro problema de saúde associado ao excesso de peso (como colesterol elevado, apneia do sono, osteoartrose, gota, entre outras). É importante ressaltar que o uso das medicações é uma parte do tratamento e deve ser sempre acompanhado de mudanças nos hábitos alimentares, aumento de atividade física e mudanças comportamentais.

 

Quais os medicamentos atualmente disponíveis no Brasil?

Os medicamentos atualmente disponíveis no Brasil para tratamento do sobrepeso e da obesidade são: sibutramina, orlistate e a liraglutida (Victoza, Saxenda). Já existem outras medições disponíveis em outros países como a lorcaserina (Belviq – já aprovado pela ANVISA, porém ainda não disponível para comercialização no Brasil), fentermina com topiramato (Qsymia) e bupropiona com naltrexona (Contrave).

 

O uso de medicamentos para tratamento da obesidade é seguro?

Sim. As medicações para tratamento da obesidade foram liberadas com base em estudos de eficácia e segurança. Cada medicação tem as suas particularidades e diferentes mecanismos de ação. A decisão sobre qual medicamento deverá ser utilizado é feita com base nas características clínicas de cada paciente. Quando bem indicado, os medicamentos podem auxiliar bastante no tratamento.

 

Quanto peso devo perder para já notar melhora na minha saúde?

A perda de 5% a 10% do peso inicial muitas vezes já é suficiente para que haja melhora significativa de vários problemas relacionados ao excesso de peso, como diminuição do colesterol, melhora do controle da pressão arterial e da glicemia e melhora de dores articulares. É claro que o paciente pode buscar a normalização do IMC, mas é importante destacar que mesmo perdas de peso mais modestas podem trazer grandes benefícios para a saúde e devem ser valorizadas.

 

 

Quando a cirurgia bariátrica passa a ser uma opção de tratamento?

A cirurgia bariátrica passa a ser considerada para o tratamento da obesidade nos pacientes com IMC acima de 40 ou entre 35 e 40 com outros problemas de saúde importantes relacionados a obesidade. Mesmo nesses pacientes, a cirurgia bariátrica só passa a ser uma opção após falha do tratamento clínico (mudanças do estilo de vida + uso de medicamentos para tratamento da obesidade).

 

Bibliografia:

– Atualização das Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da Obesidade e do Sobrepeso. Posicionamento Oficial da ABESO/ SBEM – 2010

– Tratado de Obesidade, Segunda edição. Marcio C. Mancini.

 

Dr Rafael Lobo

Endocrinologista no Instituto de Medicina do Movimento – iMOV.